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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dores da Alma

Postado por Unknown às 07:08 21 comentários

DORES DA ALMA
(Paulo Roberto Gaefke)
 
As dores da alma não deixam recados, 
imprimem uma sentença que perdura pelos anos.
Um amor que acabou mal resolvido...
Um emprego que se perdeu inexplicavelmente...
Um casamento que mal começou e já terminou...
Uma amizade que acabou com traição...

Tudo vai deixando sinais, marcas profundas...
Precisamos trabalhar as dores da alma,
para que sirvam apenas de aprendizado,
extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos...

Aprendendo que o melhor de nós, ainda está em nós mesmos...
Que amando-nos incondicionalmente descobrimos a auto-estima...
Que se deixarmos seguir o caminho da dor e da lamentação,
iremos buraco abaixo no caminho da depressão.

As dores da alma não saem no jornal e não viram capa de revista...
E só quem sente, pode avaliar o estrago que elas causam.
O que vale é a PREVENÇÃO...
Então...

Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado.
Sorria para que o mundo seja mais gentil!!!
Dedique-se para que as falhas sejam pequenas...
Não se compare, você é único!

Repare nas pequenas coisas, mas cuidado com as grandes
que às vezes estão bem diante do nosso nariz
e não a enxergamos...

Sonhe, pois o sonho é o combustível da realização.
Tenha amigos e seja o melhor amigo de todos.
Sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução...
Estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor...

Creia em DEUS!!!
Pois sem ELE não há razão em nada!!!!
E tenha sempre a absoluta certeza de que,
depois da forte tempestade o arco-íris vai surgir,
O Sol vai brilhar ainda mais forte.
Por isso, amigo(a) lindo(a)...
Curta bem o dia de hoje!!
O amanhã, com certeza...
Pertence a Deus!!!


Beijos  a todos,

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Partidas e Chegadas

Postado por Unknown às 11:20 17 comentários

Partidas e chegadas... O que faz você feliz?

1 - Copie e cole o selinho na sua postagem;
2 - Conte-nos o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;
3 - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;
4 - Indique ao menos 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira. Podem ser mais, claro, o importante é provocar a ideia naqueles que lhe visitam!
5 - Volte no post de quem lhe deu o selinho e avise se já está participando, nesse mesmo post.

Esse selinho eu ganhei da amiga Macá do Agenda Ilustrada e cada pessoa deve indicar pelo menos 5 blogs para continuar a brincadeira.

Nada melhor para falar de Partidas e Chegadas do que uma linda música:




Encontros e Despedidas

Composição: Milton Nascimento e Fernando Brant

Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Lá lá Lá Lá Lá...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

E para continuar a idéia, escolhi os seguintes blogs:


Beijos e boa semana a todos,


sábado, 25 de setembro de 2010

A Aceitação do AGORA - Eckhart Tolle

Postado por Unknown às 06:00 14 comentários


A Impermanência e os Ciclos da Vida


Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e os ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram. 

Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem.

Se nos apegamos às situações oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer. 

É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.

O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual. 

Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso.

O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso. No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota.

Todas as formas são impermanentes....

Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não podemos evitar a compulsão de fazer e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos.

Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida autoprotetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.

Enquanto a mente julgar uma circunstância “boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo físico, ela se apega e se identifica com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.

Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que era boa no passado, de repente, se torna ruim. A mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã. O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.

A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo.

Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. 

Somente a ilusão do tempo as separa.

Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins...

Observe as plantas e os animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que é e a se entregar ao Agora.

Deixe que eles lhe ensinem o que é Ser.

Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade – estar em unidade, ser você mesmo, ser verdadeiro.

Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.   (Do livro Praticando O Poder do Agora.)




Eckhart Tolle, pseudônimo de Ulrich Tolle (Alemanha, 16 de fevereiro de 1948) é professor de espiritualidade contemporâneo, considerado mestre e conselheiro espiritual, obteve maior destaque em seu primeiro livro O Poder do Agora, reconhecido como grande escritor sobre espiritualidade.


 


Li o livro O Poder do Agora numa fase muito difícil da minha vida, quando era quase impossível para mim aceitar algumas coisas. Esse livro me ajudou a fixar meus pensamentos no presente, esquecer o passado e parar de ter medo do futuro. Esse texto nos leva a refletir no poder do AGORA... 



Beijos, até a próxima,


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Perdão

Postado por Unknown às 04:00 20 comentários


Blogagem Coletiva
proposta pela amiga Glorinha do Blog Café com Bolo 
sobre o Perdão

O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Estudos científicos revelam que perdoar é um ato que resolve vários problemas.

Quando na vida, ocupamos um espaço muito grande para algum ressentimento, possuímos uma mágoa, é o que argumenta Fred Luskin em seu livro O poder do perdão da Editora Novo Paradigma (2002) - Para ele, perdoar é diminuir esse espaço, é viver a vida com outra intensidade, é estar menos mobilizado por uma história sobre a mágoa.

“O perdão é a sensação de paz que emerge quando o sujeito assume seu sofrimento em termos menos pessoais, assume a responsabilidade de como se sente e torna-se herói e não uma vítima na história que relata”, afirma Fred Luskin.

Perdão é a compreensão de que o sofrimento faz parte da vida, e que raiva e ressentimento são reações pertinentes aos acontecimentos dolorosos. É uma habilidade que se pode aprender, assumindo a responsabilidade por como nos sentimos quando alguém nos faz sofrer. Não podemos mudar o passado, mas aprendemos a lidar com essas lembranças e não a esquecê-las.

Quando culpamos outra pessoa pela maneira como nos sentimos, damos a essa pessoa o poder sobre nossas emoções, levando a nos sentir vítimas de alguém, por isso, o autor refere-se que “conservar pessoas responsáveis por suas ações não é o mesmo que culpá-las pelo jeito que você se sente. É difícil se livrar do sofrimento diante da crueldade das pessoas”. Embora ferido, o perdão significa que o sujeito opte por se magoar e sofrer menos e por fazer parte da solução do problema.

A raiva é uma emoção que resulta estresse, proporciona uma revolução orgânica que pode causar transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame.

“Alguns estudos médicos e psicológicos revelaram que raiva e hostilidade duradouras são prejudiciais à saúde cardiovascular” afirma Fred Luskin, tais como nos motivos apresentados nos exemplos abaixo:

Hipertensão arterial: por causa da contração dos vasos sanguíneos.

Arritmias cardíacas : por causa da estimulação simpática ou parassimpática.

Trombose e oclusão das coronárias: devido ao aumento da agregação das plaquetas e mobilização das placas de gordura.

Infarto do miocárdio: devido à oclusão das coronárias ou aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio.

Outras enfermidades também podem ser acentuadas ou causadas pela mágoa e pelo rancor, dentre elas estão: dor de cabeça, dores musculares, fibromialgia, gastrites e úlceras, problemas intestinais, problemas de memória, problemas de pele, queda na imunidade, vertigem, doenças alérgicas, como a asma, por exemplo e a depressão. A depressão é fator de risco tanto para as doenças cardíacas como para o derrame cerebral.

Portanto, reflita sobre suas histórias de mágoas, propicie que elas se transformem em histórias de perdão. Perdoar faz bem em todos os sentidos, faz bem ao corpo, à alma e principalmente enriquece nossos relacionamentos.




Com carinho,

Celeste Galvão

 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AMOR

Postado por Unknown às 04:00 26 comentários

Blogagem Coletiva em comemoração aos 2 anos do 
Blog Meu cantinho de Cíntia Arruda Leite

Amor

A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na Língua Portuguesa.

Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc.

O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.

Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor a vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol).

De todas as definições de Amor, a que mais me chama a atenção é a que encontramos na Bíblia, na Carta de Paulo aos Coríntios:

 1 Coríntios 13

1- Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2- E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3- E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4- O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6- Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7- Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8- O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9- Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10- Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11- Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12- Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13- Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Esta para mim é uma definição perfeita do que seja um amor incondicional, o amor verdadeiro...

 
E para encerrar, um vídeo muito interessante com Jô Soares contando de definições sobre o amor feitas por crianças em uma pesquisa de profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos. 

Vale a pena ver como as crianças às vezes entendem mais de AMOR do que nós os adultos:








Beijos e meus parabéns a você Cíntia e ao Meu cantinho por estes 2 anos de vida... 

Celeste Galvão

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu acredito em Deus

Postado por Unknown às 20:08 14 comentários


Eu acredito em Deus
 Martha Medeiros*


Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo ou o pastor...

O Deus em que acredito não foi globalizado.
O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém.
É uma idéia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba.
Não caminha, portanto não carrega um cajado.
Não está cansado, portanto não está sempre no trono.
O Deus que me acompanha vai muito além do que me mostra a Bíblia.
Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos.
Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras.

Nossa penitência é a reflexão.

Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer.
O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros.
A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e este é o Deus que me acompanha:
Um Deus simples. Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo.

Meu Deus é discreto e otimista.
Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar,para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.
O Deus que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.
E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.


 




*Martha Medeiros é uma jornalista e escritora brasileira. É colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.

Celeste Galvão


domingo, 12 de setembro de 2010

A importância de fechar a boca e abrir os braços

Postado por Unknown às 14:43 22 comentários




A importância de fechar a boca e abrir os braços


Uma amiga ligou com notícias perturbadoras : a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez. Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema “ Como pode fazer isso conosco”? Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço - com alguma freqüência - quando não consigo pensar com clareza: liguei para a aminha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para a minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: “Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços”!

Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula. Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com 4 anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido - e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia. Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços. Kim correu para eles dizendo: - Desculpa, desculpa - repetia, ente soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por te-La assustado e por faze-La crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela. - Eu também sinto muito, Kim, disse quando ela se acalmou o bastante para me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. - Ainda bem que você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou. O incidente do abajur não deixou marcar perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes - todos os cinco ao mesmo tempo - me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciências malsucedidos e de ficar em recuperação. Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, na ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com “ o que você acha que devemos fazer agora”, em vez de ficarmos presos a “como foi que a gente veio parar aqui?”

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse: - Mãe, cometi uma idiotice.... Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira.
Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões. - Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto. É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.


Diane C. Perrone - Histórias para aquecer o coração das mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros (Editora Sextante)



Um beijo a todos,
Celeste Galvão


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Blogagem Coletiva - Orgulho

Postado por Unknown às 04:00 27 comentários


Blogagem Coletiva
proposta pela amiga Glorinha do Blog Café com Bolo 
sobre o sentimento Orgulho

Orgulho* é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitute positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinónimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio.
Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, sendo visto apenas então como uma emoção negativa: a Arrogância.
Outras pessoas classificam o orgulho como exagerado quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando os próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros. Isso se aplica tanto a si próprio quanto ao próximo, embora socialmente uma pessoa que tenha orgulho pelos outros é geralmente vista no sentido da realização e é associada como uma atitude altruísta, enquanto o orgulho por si mesmo costuma ser associado ao sentimento de capacidade e egoísmo.

*Texto extraído do Wikipédia









Versos De Orgulho
Florbela Espanca*

O mundo quer-me mal porque ninguém
Tem asas como eu tenho! Porque Deus
Me fez nascer Princesa entre plebeus
Numa torre de orgulho e de desdém!


Porque o meu Reino fica para Além!
Porque trago no olhar os vastos céus
E os oiros e clarões são todos meus !
Porque Eu sou Eu e porque Eu sou Alguém !

O mundo ? O que é o mundo, ó meu Amor ?
O jardim dos meus versos todo em flor,
A seara dos teus beijos, pão bendito,

Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços…
São os teus braços dentro dos meus braços:
Via Láctea fechando o Infinito!...



Beijos,
Celeste Galvão




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relações Modernas

Postado por Unknown às 10:00 6 comentários




No amor a idéia de "alma gêmea", "metade da laranja" faz-nos parecer seres incompletos.
Esse texto de Flávio Gikovate mostra bem como os relacionamentos modernos vêm se desenvolvendo. Ninguém quer mais depender de ninguém e nem deve...

"Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio.

As relações afetivas também estão passando por profundas transformações
e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação
compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade,
respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de
dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu
com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.

O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos
encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que,
historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características,
para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de
saber fazer o que eu não sei.

Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia
prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem
deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo
amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é
muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas
estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e prendendo a conviver melhor
consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração,
mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,também se
sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.

É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando
o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que
fabricou.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver
com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da
energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.

Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E
ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua
individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais
preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho
não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar
sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de
dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada
cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea
e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para
estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o
indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser
encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele
se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças,
respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de
ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem
de aprender a perdoar a si mesmo..."






Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro.




Uma musiquinha legal para animar o momento:









Beijos e bom final de semana,



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A vida de Edith Piaf

Postado por Unknown às 12:45 1 comentários




Semana passada eu recebi por e-mail um .pps (veja aqui) sobre a vida da maior cantora francesa dos últimos tempos, Edith Piaf.

Fiquei encantada com sua biografia e resolvi assistir ao filme de sua vida, Piaf, Um Hino ao Amor (La Môme ou La Vie em Rose).

Edith Piaf teve um vida de tragédias. Uma infância difícil e pobre e diversos dramas foram a acompanhando. O filme não é apenas uma cinebiografia da vida de Edith Piaf, é uma tragédia atrás de tragédia. Bastante longo (2 horas e 20 minutos) e um pouco cansativo, entretanto, a ordem que as cenas são apresentadas, fora da cronologia “normal“, ajuda bastante a você ficar o tempo todo ligado nos acontecimentos.


Desde cedo a vida de Edith era bastante complicada. Ficava nas ruas de Paris (enquanto sua mãe tentava ganhar trocados cantando) e logo depois se mudou (levada por seu pai) para viver num prostíbulo com sua avô paterna. Outros fatos mais graves vão acontecendo e acompanhando a vida de Edith Piaf, passando pelos tempos que cantava nas ruas e em cabarés até se tornar uma grande cantora, viver um grande amor e ter uma vida curta e muito, muito mesmo, sofrida.

A meu ver, o momento mais marcante do filme é quando ela canta Non, Je ne regrette rien (Eu não me arrependo de nada), fazendo alusão às escolhas que fez em sua própria vida.




O desempenho de Marion Cotillard, no papel de Edith deu a ela, no ano de 2008 o oscar de melhor atriz.



Para àqueles que gostam de filmes biográficos e que querem também conhecer um pouco mais sobre a vida desta cantora francesa, o filme é bastante indicado.
Já para as pessoas que não têm muita paciência para filmes deste gênero, ou ainda para filmes longos eu não recomendaria muito.

Aqui, músicas originais da época, com vídeos de Edith:



Beijos e até a próxima,

Celeste Galvão

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Insustentável Preconceito do Ser

Postado por Unknown às 08:33 1 comentários





O INSUSTENTÁVEL PRECONCEITO DO SER
texto de ROSANA JATOBÁ*


Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
– Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park” – disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
– Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
– Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
– A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
– Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.
– Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
– Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar….
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que, no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
– O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
“O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor”.
– É ofensivo – diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
“Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’ …que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra, os negros cunharam o slogan ‘black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém”.
Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos”, mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social é a mesma que picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
– A minha “criadagem” não entra pelo elevador social!
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
– Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
– Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
– Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos.
Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia …
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”.
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcoólatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
– Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
– Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos…



*Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também é apresentadora do departamento de jornalismo da Rede Globo.




Até a próxima,


Celeste, Cê
 

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